
Angra dos Reis tem 365 ilhas e o mar esverdeado que define a Costa Verde. É o tipo de destino em que o roteiro se organiza pela água: quase tudo o que vale a pena ver está a uma travessia de barco do centro.
Ilha Grande
É a principal atração e a maior ilha do estado, a 40 minutos de barco saindo do Centro de Angra. Não há carros, o que muda completamente o ritmo — o deslocamento é a pé, por trilha, ou de barco entre as praias. Junto com Paraty, a Ilha Grande foi reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial na categoria sítio misto, pela combinação de cultura e natureza.
Lopes Mendes
A praia mais famosa da ilha e uma das mais bonitas do país — já foi eleita entre as dez melhores do mundo. É de mar aberto e água bravia, o oposto das enseadas calmas do resto da região. Chegar exige trilha ou barco, e é justamente isso que a mantém preservada.
Vila Histórica de Mambucaba
No continente, a Vila Histórica de Mambucaba é a parada que a maioria dos visitantes desconhece. Cercada de Mata Atlântica, preserva o conjunto colonial e rende um passeio de meio período fora do circuito das ilhas.
O centro colonial
Angra foi descoberta em 1502, e o centro conserva prédios do período colonial — o Convento do Carmo e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição são os principais. É um contraponto útil aos dias de barco.
Trilhas e esportes
A Mata Atlântica que cobre o município sustenta trilhas de todos os níveis, além de esportes náuticos e de aventura. Mergulho, caiaque e vela têm operação estruturada na cidade.
Como planejar
Reserve pelo menos três dias: um para o centro e Mambucaba, dois para a Ilha Grande. Quem for à ilha deve considerar dormir lá — a última balsa de volta é cedo, e fazer bate-volta significa perder as melhores horas. E o mar manda: com vento forte, as travessias e os passeios de escuna são cancelados.


